quarta-feira, 20 de março de 2013

PROJETO: Literatura em vídeo!

ESCREVENDO O ROTEIRO

Pessoal, atentem-se as orientações quanto a escrita do roteiro para a elaboração do vídeo:

Elaborando o roteiro

O roteiro é composto das seguintes etapas:

1.Ideia – sem ideia, nada feito, certo? No caso do projeto em questão, a ideia já está posta, pois o roteiro deverá ser feito com base na obra literária escolhida em classe.

2.“Story-line” (ou síntese) – é o termo que designa o enredo, a trama da história. É toda a história contada em, no máximo, cinco linhas. Por isso, ele é a síntese do roteiro. A síntese abrangeria três aspectos da história: a apresentação do conflito (“Alguma coisa acontece”), seu desenvolvimento (“Algo precisa ser feito”) e a solução desse conflito (“Alguma coisa é feita”). 
Por exemplo: “Era uma vez um príncipe cujo tio, para ter o trono, matou o rei, pai desse príncipe. Foi aí que o príncipe entrou em crise, matou um monte de gente em seu reino e, no final, acabou assassinado”. Essa pode ser a “story-line” de Hamlet, de William Shakespeare, adaptado pela autora brasileira Telma Guimarães Castro Andrade (Editora Scipione, série Reencontro Infantil). A frase é o fio da meada, a ideia sintetizada de toda a história.


3. Argumento – a palavra “argumento” vem do latim e significa “justificativa”. Estamos falando da estrutura do vídeo. Isso quer dizer definir o tempo, o espaço, o perfil dos personagens, o percurso da ação. É um texto um pouco mais longo do que a “story-line”, é a história contada de forma um pouco mais detalhada, deve conter as seguintes informações: temporalidade, localização, percurso da ação e perfil dos principais personagens (destaque para o protagonista ou principal personagem da história).No caso de Hamlet, começaria assim:“A história se passa na Dinamarca, séc. XV. Tudo parecia bem até que...”. O argumento é uma peça importantíssima para o roteiro. Quanto mais claro e objetivo ele for, maior dimensão se poderá ter de toda a produção e um melhor roteiro poderá gerar.

4. Estrutura – agora é o momento de transformar o argumento em cenas, para ter uma ideia mais precisa do tempo de duração do vídeo, dos recursos necessários para sua produção, etc. 

Por exemplo:
Cena 1: O cenário é de uma feira típica nordestina. No painel pintado, poderá ter gente 
vendendo passarinho, fruta, tapioca, macaxeira... Entra Lampião Júnior, carregando uma 
sacola na qual traz os objetos de couro que ele faz e um toco, no qual senta para vender 
suas mercadorias. Ele arma uma pequena barraca de feira.


Cena 2:“Logo em seguida, entram os atores, cantando e dançando uma música que fala 
que Lampião Júnior, naquele dia, não encontrou na feira a maior parte dos seus amigos. 
E, por isso, o menino andava preocupado....”
(Trecho de “A História de Lampião Jr. e Maria Bonitinha”, de Januária Cristina Alves, 
2000)

5. Roteiro – com a estrutura pronta, agora é a hora de os alunos desenvolverem o roteiro 
propriamente dito, que é a descrição, o mais detalhada possível, de toda a história, juntamente com as indicações correspondentes a imagens, sons, planos de câmera, etc. Você pode discutir o exemplo abaixo com eles:


NARRADOR
Oi, pessoal! Vamos conhecer o Apolônio? Então, deixe-me apresentá-lo a vocês. Apolônio é um garoto comum, de mais ou menos 11 anos, que vai à escola, brinca e faz travessuras como todo mundo. Só que tem um detalhe: ele é um menino sonhador... É só pegar um livro ou ver um filme, que Apolônio já começa a ver coisas além das histórias e a se imaginar participando delas... E, como todo bom sonhador, Apolônio tem seu 
grande sonho, é lógico! Hum... Qual será?
(CENÁRIO DO QUARTO DE APOLÔNIO. ELE ESTÁ NA CAMA, COM O ABAJUR ACESO, LENDO UM LIVRO).

APOLÔNIO
- Ah, Ah! Essa é boa! Aí, cara!(E CONTINUA LENDO O LIVRO) Hum... Bom, fosse eu não fazia assim, não...(SOLTA O LIVRO E FAZ UM AR PENSATIVO) Ah, se eu pudesse visitar o País dos Sonhos e realizar tudo o que eu tenho vontade... Imagine só o que eu não faria! Será que não tem um jeito, um caminho, de chegar até lá? Pra todo mundo que eu pergunto responde que isso é bobeira, “coisa de criança...” Eles não 
sabem é de nada! (BOCEJA, APAGA O ABAJUR E SE DEITA).
(MOVIMENTO DA CÂMERA SIMULANDO PASSAGEM DE TEMPO. A FADA DAS ESTRADAS PULA A JANELA 
DO QUARTO - MEIO DESAJEITADA - E ENTRA)
(Trecho de “A Ponte dos Sonhos”, de Januária Cristina Alves, Bambalalão, TV Cultura, 1990)

Vale destacar a importância dos diálogos num roteiro.“Enquanto as imagens explicam e falam por si, o diálogo deve ser um condutor de emoções”, diz Marcos Rey (op. cit. pág. 42). Muitas vezes, há excesso de imagens e também de diálogos, o que toma tempo – e paciência do espectador. Saber dosar, portanto, é o segredo!

No trabalho a que os alunos estão se propondo, é importante lembrar que a produção deve ser simples, possível de ser feita na escola ou mesmo em casa. O que vai contar é a criatividade e busca de soluções simples para a execução do vídeo. É comum que o roteiro tenha que ser refeito em função das condições da produção. Portanto, é bom que os alunos o encarem como um exercício, que terá a primeira, segunda e até terceira versão. É importante que sua finalização seja bastante clara e precisa. Um bom roteiro facilita o trabalho de todos os envolvidos na produção do vídeo, desde os atores até os responsáveis pela edição do 
material. É como uma viagem na qual o mapa é específico: a probabilidade de chegar ao destino errado será mínima!


Vamos lá?
Preparar, apontar, FOGO!

Até mais,
Professora Ludmilla!



PROJETO: Literatura em vídeo!

COMO PARTICIPAR:

Querido alunos,



Mãos à obra,
Professora Ludmilla!